quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Religião para viver

Caminhada de Guaratuba/PR ao Santuário de Madre Paulina em Nova Trento/SC - realizada entre os dias 19 e 24 de junho de 2006.






Como se trata do início desse conjunto de relatos, fatos e histórias que virão, especialmente por integrarem minha vida, não posso deixar de falar algo sobre a religião e seu papel na minha história, formação e existência.

Em minha infância não tive uma participação ou iniciação religiosa forte. São poucas as recordações que tenho de meus pais e meus irmãos comigo em alguma missa ou culto religioso. De toda forma quando participavamos, frequentavamos as missas dominicais ou aquelas celebradas em razão de alguma festividade, mas sempre Católica.

Sobre isso lembro de minha Avó materna, a Vó Verci, que sempre demonstrou-me, e também a meus irmãos, uma grande fé. Nos ensinava a rezar e frequentemente nos levava a Igreja.

Também tenho forte recordação e influência (pelo modelo de vida religiosa) dos meus Avós Paternos. Meu Avô Antonio e minha Vó Lalinha, que sempre se mostraram firmes na participação à missa dominical, na leitura do evangelho e na prática da oração. Tenho viva a lembrança dos mesmos em cada momento desses (missa, leitura e oração). Lembro-me e tenho o prazer de ainda participar com eles das missas aos domingos, de vê-los em oração em sua casa (em especial recitando o terço na sala de estar assistindo a um programa católico na rede vida) e também, geralmente no cair da noite, em momentos de tranquila e prazerosa leitura bíblica na cadeira ao lado da cama.

Entretanto, em que pesem todos esses exemplos, não posso negar que a pessoa que teve papel decisivo para minha integração, conhecimento e aprofundamento na fé católica foi minha sogra (a Dona Lica como é conhecida e carinhosamente chamada por muitas pessoas). Ainda na época de namoro com minha esposa, recordo-me de muitas ações que demonstravam a fé firme e silenciosa dessa grande mulher. Lembro-me da forma tranquila, serena, mas decidida como saia (e continua saindo) nos horários de missas para assistir a celebração eucarística e agradecer por todos os benefícios que Deus lhe tem concedido até hoje. Até acredito que é justamente por isso que ela ainda receba tantas graças. Tamanha fé, devoção e cumprimento das rotinas cristãs só pode ser brindada com uma chuva de bençãos. Seu exemplo me apreendeu e me fez perceber mais claramente a luz que a fé representa em meu caminho. Além de tudo isso pesou o fato de ser essa grandiosa Dona Lica a mãe daquela que se tornou a minha esposa, minha companheira de vida.

Assim, guiado por essa luz, encontrei um caminho, vivi e venho vivendo. Colocando em tudo um fim sobrenatural e que dá sentido não só aos afazeres e a rotina diária, mas, especialmente, a vida como um todo.

Ainda sobre sobre esse tema não posso deixar de falar sobre o contato com o Opus Dei e a forma como tem contribuído para o crescimento meu e de minha família. Mas sobre isso, prefiro fazer transcrição do texto que redigi e enviei ao site dos amigos do Opus Dei (www.opusalegria.com.br) e que foi publicado em 03 de junho de 2006 com o título “Do limão fez uma bela limonada”. Aí vai:

Do limão fez uma bela limonada

Por Luiz Antonio Michaliszyn Filho Luiz Antonio nos conta como conheceu o Opus Dei e como o espírito da Obra o ajudou a transformar os afazeres familiares e profissionais - em que investe praticamente todo o seu tempo - no “campo perfeito para crescer na fé”.

Conheci a Obra há cerca de 3 anos* e, por conta das muitas alegrias que ela me trouxe e também visando rebater alguns comentários negativos que tenho escutado, resolvi escrever esse texto informando como conheci o Opus Dei e como essa instituição tem contribuído para o crescimento meu e de minha família. Eis o texto:

COMO O OPUS DEI CHEGOU E FICOU EM MINHA VIDA

Durante minha juventude sempre me mantive estreitamente ligado à Igreja, não só participando das Missas mas também auxiliando no trabalho de uma ou outra Pastoral. Freqüentei grupos de jovens e participei de vários retiros. Entretanto, após ter constituído família, não pude mais dispor de tanto tempo para os serviços pastorais – precisava dedicar-me mais à família (esposa e filha) e ao trabalho profissional.

Angustiado com essa situação, e certamente por força divina, recordei-me de um Padre muito alegre que conheci nos tempos em que freqüentava grupos de jovens. Uma pessoa muito especial e que me orientou na época do meu casamento. Lembro-me como se fosse ontem quando ele me disse: “você deveria conhecer o Opus Dei”. Disse isso e fez um breve comentário sobre a Obra. Com essa recordação e motivado por alguns comentários que havia escutado em meu ambiente profissional, fui procurar informações sobre o Opus Dei.

Mesmo não tendo amigos que participassem da Obra, ou livros sobre o tema, não tive qualquer dificuldade em obter informações. A internet foi decisiva. Um site de busca, assumindo o papel de anjo, fez o serviço: me mostrou a página oficial da Obra (www.opusdei.org.br). Ali efetivamente comecei a conhecer o Opus Dei. Em cada texto lido eu me sentia ainda mais entusiasmado, pois os afazeres familiares e profissionais, que me impediam de continuar participando, com a mesma intensidade, dos grupos de jovens e outras atividades pastorais da Igreja, se tornavam agora o campo perfeito para crescer na fé. Esse é o espírito da Obra, santificar-se no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão(1). Nas palavras de Carrogio era o limão se tornando uma limonada(2).

Entusiasmado, encaminhei ao site um e-mail solicitando um endereço para fazer contato pessoal e conhecer melhor a Obra. Alguns dias após, recebi todos os dados de que precisava e, ainda, uma correspondência com uma revista sobre São Josemaria Escrivá e o livrinho da Novena do Trabalho. A partir daí passei a freqüentar os recolhimentos e demais meios de formação da Obra, que foram e continuam sendo importantes instrumentos para o meu crescimento na fé, e também em minha vida familiar e profissional.

Assim a Obra de Deus chegou e ficou em minha vida.

Luiz Antonio Michaliszyn Filho

Guaratuba-PR
* Relato enviado em 03 de junho de 2006.
(1) Oração a São Josemaria.
(2) Carroggio, Marc. “O Opus Dei e o próximo filme ‘O Código Da Vinci’. O responsável pelo relacionamento do Opus Dei com os meios de comunicação internacionais mostra a sua visão sobre o filme ‘O Código Da Vinci’, que a Sony-Columbia lançará em maio, com Tom Hanks e Audrey Tautou como protagonistas”. Artigo publicado no site www.opusdei.org.br.

A Igreja Católica (especialmente pelo Opus Dei) continua contribuindo de forma decisiva para o crescimento espiritual e humano meu e também de minha família.

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