Caros(as) Amigos(as)!
A cada dia aumentam os comentários sobre a ponte em Guaratuba. Muitas pessoas falam sobre a importância desse empreendimento e os governantes têm se mostrado sensíveis à essa questão. Alguns, inclusive, apresentando promessas a esse respeito e publicando manifestações em jornais de grande circulação no estado.
O tema realmente é importante e deve ser amplamente discutido. A importância da ponte pelo que se percebe já é tida de forma pacífica, ou seja, todos os moradores reconhecem a necessidade da ponte, os benefícios que ela pode trazer para todos. Entretanto uma outra questão deve ser analisada pela população e com maior intensidade ainda: onde e como será construída a ponte?
Esse questionamento é extremamente importante em razão das conseqüências que a edificação da ponte trará para a cidade. Existe uma necessidade real e que precisa ser sanada, mas considerando as características do nosso Município e da região é preciso estudar muito o local e a forma de realização desse grande empreendimento.
A título de exemplo é de mencionar o fato de Guaratuba estar situada entre portos e à uma distância que se estreita ainda mais com a conclusão das obras do Porto de Itapoá. Certamente haverá maior integração entre as cidades que estão nesse meio, com aumento considerável do fluxo de veículos e pessoas. Nesse contexto e considerando o porte, o ambiente urbano e a vocação turística de Guaratuba, não se pode deixar de pensar por onde deverá passar a estrada que conduzirá esse grande fluxo de veículos (inclusive os de grande porte – caminhões) até a ponte. Se essa rodovia cruzará o centro da cidade ou passará por fora do perímetro urbano. E, ainda, analisar qual o impacto que uma estrada desse porte trará para o local onde será edificada e para a região.
É importe essa reflexão eis que a necessidade da ponte efetivamente existe e deve ser sanada, mas sua edificação é algo complexo e que não pode ser realizado sem uma análise estratégica séria, adequada, e pautada por elementos científicos. Tudo para que se constitua em verdadeiro benefício para a sociedade local, com menor impacto possível e sem comprometer a vocação e características sociais e de desenvolvimento da região litorânea.
A ponte é importante, mas não se pode construí-la sem dar a esse empreendimento a atenção que ele exige.
A ponte deve ser construída no local certo e da forma certa.
Cordialmente
Luiz Antonio Michaliszyn Filho
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Eles abriram estradas. E nós? Continuaremos esperando o barco?
Comentário acerca da necessidade da ponte sobre a baía de Guaratuba.
Conta a história que por volta de 1945 um grupo de guaratubanos se reuniu para tratar da construção da estrada que atualmente liga Guaratuba a Garuva. Estavam indignados com o descaso por parte do Governo do Estado, todavia, pela importância da obra, dispostos a realizá-la a todo custo. Não se tratava apenas de mais uma estrada, mas de uma possibilidade de se chegar à capital do Estado sem ter que sofrer com os obstáculos e limitações impostos pela travessia da baía de Guaratuba - na época feita somente à barco. A estrada era, naquele tempo, condição essencial para o desenvolvimento econômico e social da região.
Com esse ideal e nesse contexto, superando todas as dificuldades existentes, os guaratubanos iniciaram a construção da rodovia com as próprias mãos e arcando com todos os custos que ela exigia.
O esforço não foi em vão. Em 1947, quando Moisés Lupion foi eleito, o Governo do Estado assumiu a obra e no ano seguinte a estrada estava concluída.
Os tempos passaram, mas algumas dificuldades e o trato dos governantes parece que em nada mudou.
Guaratuba conta hoje com mais de trinta mil habitantes e, no período de temporada, esse número passa de trezentas mil. Situação idêntica acontece nas cidades vizinhas. Fora de temporada o acesso entre as cidades litorâneas e, em especial, à Paranaguá é extremante importante. Muitos Guaratubanos trabalham ou estudam em Matinhos e Paranaguá, e o inverso ocorre com a mesma freqüência. Paranaguá é sede do maior Hospital da região, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal, instituições que atendem a demanda de todas as cidades litorâneas do Estado. Guaratuba tem uma Faculdade onde são oferecidos cursos de Administração, Direito e Pedagogia que atende alunos de Garuva, Itapoá, Matinhos, Pontal e até mesmo de Paranguá, além de outras cidades. A mesma situação acontece com as instituições de ensino superior existentes em Matinhos e em Paranaguá.
Em fim, é grande a necessidade de interação entre as cidades do litoral paranaense. Muito maior do que nos tempos da construção da estrada que liga Guaratuba a Garuva. E as dificuldades para essa interação, em que pese a estrada já estar construída, são muito maiores. Os tempos passaram, já são melhores as condições de comunicação, são novas as tecnologias, mas de forma impressionante, injustificada e totalmente contrária ao desenvolvimento da cidade e da região, ainda é preciso atravessar de barco a baía de Guaratuba. Ainda é preciso que uma ambulância espere um barco atracar, para então embarcar e só depois de uma lenta e paciente travessia de balsa ou ferry boat, atracar do outro lado da baía para tomar a estrada e viajar até o Hospital Regional localizado em Paranaguá. Ainda é preciso que estudantes e professores, após o término das aulas, o que geralmente ocorre após as 22h40, esperem o barco para atravessar a baía e só então chegar em suas casas para o merecido descanso. Ainda é preciso tomar cuidado para não demorar em um ou outro evento importante, pois após a meia noite os intervalos de travessia são maiores e a chegada em casa, por conseqüência, é mais demorada. Apesar de estar expressamente mencionado na Constituição do Estado do Paraná que o “Estado promoverá concorrência pública entre firmas nacionais, internacionais ou grupos de empresas, para a construção de uma ponte sobre a baía de Guaratuba” (CEP. ADCT. Art. 36), ainda é necessário esperar o barco.
Um cenário realmente impressionante.
Será que nós Guaratubanos teremos o apoio dos governantes para construção da ponte? Será que teremos que agir como os Guaratubanos que no passado iniciaram a construção da estrada Guaratuba-Garuva? Ou continuaremos esperando o barco?
Nós Guaratubanos precisamos da ponte do mesmo modo que os nossos irmãos do passado precisaram da estrada Guaratuba-Garuva. Eles escreveram história e nos deixaram um importante legado. E nós, que história estamos escrevendo e que legado deixaremos para os Guaratubanos do futuro?
Temos que fazer a nossa parte.
Conta a história que por volta de 1945 um grupo de guaratubanos se reuniu para tratar da construção da estrada que atualmente liga Guaratuba a Garuva. Estavam indignados com o descaso por parte do Governo do Estado, todavia, pela importância da obra, dispostos a realizá-la a todo custo. Não se tratava apenas de mais uma estrada, mas de uma possibilidade de se chegar à capital do Estado sem ter que sofrer com os obstáculos e limitações impostos pela travessia da baía de Guaratuba - na época feita somente à barco. A estrada era, naquele tempo, condição essencial para o desenvolvimento econômico e social da região.
Com esse ideal e nesse contexto, superando todas as dificuldades existentes, os guaratubanos iniciaram a construção da rodovia com as próprias mãos e arcando com todos os custos que ela exigia.
O esforço não foi em vão. Em 1947, quando Moisés Lupion foi eleito, o Governo do Estado assumiu a obra e no ano seguinte a estrada estava concluída.
Os tempos passaram, mas algumas dificuldades e o trato dos governantes parece que em nada mudou.
Guaratuba conta hoje com mais de trinta mil habitantes e, no período de temporada, esse número passa de trezentas mil. Situação idêntica acontece nas cidades vizinhas. Fora de temporada o acesso entre as cidades litorâneas e, em especial, à Paranaguá é extremante importante. Muitos Guaratubanos trabalham ou estudam em Matinhos e Paranaguá, e o inverso ocorre com a mesma freqüência. Paranaguá é sede do maior Hospital da região, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal, instituições que atendem a demanda de todas as cidades litorâneas do Estado. Guaratuba tem uma Faculdade onde são oferecidos cursos de Administração, Direito e Pedagogia que atende alunos de Garuva, Itapoá, Matinhos, Pontal e até mesmo de Paranguá, além de outras cidades. A mesma situação acontece com as instituições de ensino superior existentes em Matinhos e em Paranaguá.
Em fim, é grande a necessidade de interação entre as cidades do litoral paranaense. Muito maior do que nos tempos da construção da estrada que liga Guaratuba a Garuva. E as dificuldades para essa interação, em que pese a estrada já estar construída, são muito maiores. Os tempos passaram, já são melhores as condições de comunicação, são novas as tecnologias, mas de forma impressionante, injustificada e totalmente contrária ao desenvolvimento da cidade e da região, ainda é preciso atravessar de barco a baía de Guaratuba. Ainda é preciso que uma ambulância espere um barco atracar, para então embarcar e só depois de uma lenta e paciente travessia de balsa ou ferry boat, atracar do outro lado da baía para tomar a estrada e viajar até o Hospital Regional localizado em Paranaguá. Ainda é preciso que estudantes e professores, após o término das aulas, o que geralmente ocorre após as 22h40, esperem o barco para atravessar a baía e só então chegar em suas casas para o merecido descanso. Ainda é preciso tomar cuidado para não demorar em um ou outro evento importante, pois após a meia noite os intervalos de travessia são maiores e a chegada em casa, por conseqüência, é mais demorada. Apesar de estar expressamente mencionado na Constituição do Estado do Paraná que o “Estado promoverá concorrência pública entre firmas nacionais, internacionais ou grupos de empresas, para a construção de uma ponte sobre a baía de Guaratuba” (CEP. ADCT. Art. 36), ainda é necessário esperar o barco.
Um cenário realmente impressionante.
Será que nós Guaratubanos teremos o apoio dos governantes para construção da ponte? Será que teremos que agir como os Guaratubanos que no passado iniciaram a construção da estrada Guaratuba-Garuva? Ou continuaremos esperando o barco?
Nós Guaratubanos precisamos da ponte do mesmo modo que os nossos irmãos do passado precisaram da estrada Guaratuba-Garuva. Eles escreveram história e nos deixaram um importante legado. E nós, que história estamos escrevendo e que legado deixaremos para os Guaratubanos do futuro?
Temos que fazer a nossa parte.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Discurso proferido na colação de grau da Turma de Administração da Faculdade do Litoral Paranaense ISEPE em 27 de março de 2010.
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“Esse povo que sempre conservou seu espírito alegre e descontraído manteve por outro lado sua capacidade de se indignar diante da fraude e a promessa vazia. O descaso dos políticos que dirigiam os destinos do Paraná, frente as legítimas reivindicações dos guaratubanos, levou o povo a tomar uma atitude extremada. Reunidos na casa de Joaquim da Silva Mafra, decidiram formar uma comissão para dar início a construção de uma estrada ligando Guaratuba a Garuva, com recursos próprios e a mão de obra da comunidade. Não tinham dinheiro nem máquinas para realizar a obra, mas nem por isso eles desanimaram. Com enxadas, pás e carrinhos de mão começaram a construir a rodovia a partir do Morro do Brejatuba. Cortando imensas árvores que ficavam no traçado da rodovia, retirando grandes montes de areia que era transportada em pequenos carinhos, alguns puxados por animais outros, menores, levados pelos próprios trabalhadores voluntários.
Enquanto os guaratubanos suavam a camisa na construção da estrada, no Palácio São Francisco em Curitiba, a luta da brava gente de Guaratuba era praticamente ignorada. O tempo passou, as dificuldades para levar adiante a obra aumentaram.
Somente em 1947, com a eleição de Moysés Lupion, as esperanças do povo voltaram. E com justificada razão. Lupion assumiu o governo do Paraná em janeiro de 1947 e no mês de abril visitou Guaratuba. O Governo do Estado assumiu a obra e no dia 24 de agosto de 1948, Moysés Lupion e uma grande comitiva chagam a Guaratuba pela rodovia que foi iniciada com o suor a garra e determinação de uma população acostumada a enfrentar dificuldades sem perder o ânimo” (1).
“Audácia não é imprudência, nem ousadia irrefletida, nem simples atrevimento.
Audácia é fortaleza, virtude cardeal, necessária para a vida da alma” (2).
Excelentíssima Senhora Evani Cordeiro Justus, Prefeita Municipal de Guaratuba; Ilustríssima Senhora Regina Torres, Secretária de Educação de Guaratuba; Membros da Família ISEPE: Ilustríssima Senhora Rosi Mariana Kaminski Diretora Pedagógica do Grupo ISEPE; Ilustríssimo Senhor Adilson Anacleto, Coordenador do Curso de Administração da Faculdade do Litoral Paranaense; Ilustríssimo Senhor Fabiano Cecílio da Silva, Coordenador Adjunto do Curso de Administração da Faculdade do Litoral Paranaense; Ilustríssima Senhora Professora Paulina Jagher Muniz, Integrante do Corpo Docente da Faculdade do Litoral Paranaense (Nome de Turma); e Ilustríssimo Senhor Paulo Butter, Paraninfo dos Formandos; Caros Formandos; Senhores Senhoras Familiares e Amigos dos Formandos.
Mais uma formatura e continuo com a idéia de que é a solenidade de colação de grau um grande ato de integração. Onde temos, em meio a uma sociedade cheia de anseios, de um lado os formandos e de outro seus familiares e amigos.
Comemoramos hoje o término de um período de estudo, de grande sacrifício, mas também de muita alegria. Período onde grandes amizades foram feitas, excelentes momentos foram vividos (muitas festas, brincadeiras...), muito conhecimento foi adquirido e também muita responsabilidade.
Em meio a tudo isso me considero um privilegiado, pois tive a oportunidade de viver muitos desses momentos quando nos encontramos em sala de aula, nos corredores da Faculdade e inclusive em vários momentos da vida cotidiana, especialmente em decorrência do exercício de alguma atividade profissional. Pude constatar o sacrifício de cada um de vocês e perceber a determinação de todos que hoje se consagra com essa cerimônia. Enfim, tive o privilégio de partilhar momentos dessa gloriosa trajetória.
E agora, em razão do desfecho dessa fase (a graduação), não posso deixar de externar meu profundo contentamento. É honra ser testemunha de uma história tão bonita e honra ainda maior por que tenho especial estima e carinho pelos autores dessa história: vocês.
Nesse momento reportando-me àquele que foi meu paraninfo de turma, o professor Genivaldo Silva e também pelo que ainda a pouco foi dito pelo professor Paulo Butter, prefiro não me ater tanto ao que foi essa história que vocês tão nobremente viveram, que já está firme na memória de cada um e que por seus méritos, certamente estará registrada na consciência de cada um durante toda a vida. Prefiro falar sobre o que ela representa hoje e qual o papel que essa história e seus autores (vocês) têm desse momento para frente.
Pois bem, é certo que por traz de toda glória verdadeira existe uma história de sacrifício. Parte dessa história vocês já escreveram. Honraram tudo o que foi comprometido para que vocês pudessem hoje adquirir o título de bacharéis em administração. Mas a história não acabou. Terminou uma fase, mas começa outra que não é tão importante quanto a já vivida. Acreditem. É muito mais importante.
É nessa próxima fase Caros Bacharéis, e aqui me coloco em ordem de batalha junto com cada um de vocês, que todas as suas competências e habilidades deverão ser colocadas a disposição daquela que hoje é cenário dessa cerimônia: a sociedade. É hora de utilizarem todos os conhecimentos em prol daqueles que se sacrificaram por vocês no período de graduação e também por aqueles que, mesmo não tendo participado diretamente dessa primeira fase da história, estão sedentos pela contribuição de cada um de vocês. Por aqueles que estão esperando a colocação de vocês no campo de batalha para construir um ambiente melhor, um ambiente de trabalho melhor, um ambiente social melhor, uma cidade melhor, um Brasil melhor.... um mundo melhor.
E para isso Caros Bacharéis as suas habilidades são essenciais, mas é preciso ainda mais. É preciso audácia, coragem, força, paciência, boa intenção no coração. É preciso enfim da sua atuação integral, como grandes homens e mulheres. Como homens e mulheres que por sua essência, condição e responsabilidade superam qualquer medo, se mostram indignados contra as más situações e agem positivamente para promover mudanças. Como fizeram aqueles que não se deteram ante as negativas dos Poderes Públicos e apesar de todas as dificuldades começaram sozinhos a empreitada da estrada que hoje é uma das principais vias de acesso à nossa cidade: a rodovia Guaratuba – Garuva.
É preciso empreender.
Para isso meus amigos e amigas, não esqueçam nunca das suas virtudes pessoais, aquelas que lhes foram legadas pelos pais, pelos familiares, pelos amigos e que dizem respeito a cada um de vocês enquanto homens e mulheres.
Independente da atividade que venham a desenvolver sejam homens e mulheres de virtudes. Sejam humildes, pois ninguém é mais que ninguém em qualquer casa, empresa, órgão público ou qualquer outro lugar. Sejam verdadeiros, pois tudo que é construído com falsidade não tem alicerce forte e tende a desmoronar com muita facilidade. Sejam autênticos e não se deixem levar por uma ou outra onda, pois a bondade que está fora das grandes ondas precisa de você para atingir um número ainda maior de pessoas - e estas merecem esse cuidado por parte de vocês. E sejam fortes, para seguir em frente, levar adiante os seus projetos e realizar os seus sonhos, seus propósitos.
No exercício da administração, seja na esfera privada ou pública, lembrem-se que serão verdadeiros organizadores, procurando sempre otimizar os resultados e direcioná-los ao cumprimento da função social da entidade à qual vocês estarão ligados. O resultado deve ser para o bem, seja qual for a atividade: da mais simples a mais complexa, não importando o poder econômico envolvido. Assim, se administradores de uma panificadora, que todos aqueles que compram o seu pão tenham um pão de qualidade. Se administradores de um hospital, que todos que dele precisem encontrem ali um lugar que os cure, que amenize seu sofrimento. Se administradores de uma escola que promovam não só uma formação cultural, mas também humana, que contribua especialmente para a formação de homens e mulheres de bem. Em fim, seja qual for a atividade sob a sua orientação, que seja boa e que o seu trabalho contribua para que essa atividade seja cada vez mais útil àqueles que dela precisem.
Também não se pode esquecer a capacidade e as habilidades administrativas de cada um de vocês, quando direcionadas aos seus subordinados. Nessas situações deve-se ter atenção especial eis que a atuação de cada um de vocês deve estar sempre impregnada de grande respeito e reconhecimento humano. Afinal não são os homens e mulheres que vocês estarão administrando, mas as ações desses homens e dessas mulheres. Vocês estarão dirigindo e orientando as ações de cada um deles no ambiente de trabalho de modo a melhorar o resultado da atividade desenvolvida pela respectiva instituição (empresa ou órgão público), mas nunca a pessoa de cada um deles. E isso porque quem administra a vida humana não somos nós. Quem dita o rumo da vida de cada pessoa não somos nós. Como administradores é preciso ter a certeza que estarão a orientear, tão somente, a ação daqueles cujos esforços contribuirão para que a organização alcance o seu objetivo. Com efeito, importa reconhecer cada homem como homem, cada mulher como mulher, e não como máquina. É preciso conhecê-los como seres humanos e não como objetos. Importa então oferecer-lhes ambiente digno para que mais do que a justa remuneração, queiram eles viver e honrar aquele trabalho pela dignidade que ele representa, pelo seu reflexo e contribuição em meio a toda a sociedade.
É preciso que vejam e sintam o trabalho humano como um elemento essencial para que homens e mulheres se sintam e tenham uma existência verdadeiramente digna.
Com isso meus caros Administradores, acreditem, o sucesso é conseqüência. Uma vida melhor é conseqüência. Um mundo melhor é conseqüência.
E vocês, certamente, serão felizes.
Assim, me despeço e finalizo esse discurso, rogando a Deus sucesso a todos vocês e esperando que a atuação de cada um de vocês seja sempre impregnada das mesmas virtudes e de ideais semelhantes aos daqueles homens e mulheres que iniciaram a construção da estrada Guaratuba – Garuva, que não só possibilitou melhores condições de vida aos guaratubanos como também possibilitou a união e interação vivenciada hoje no ambiente acadêmico da nossa Faculdade e da qual vocês são a maior prova: paranaenses e catarinenses estudando juntos e pensando juntos em uma região melhor.
Muita paz, muita luz, que sejam todos muito felizes e verdadeiramente AUDAZES.
Referências:
(1)JAMUR JUNIOR. Memória Caiçara : Histórias de Guaratuba. Curitiba – Imprensa Oficial, 2005.
(2)ESCRIVÁ DE BALAGUER, Josemaria. Sulco. Tradução de Emérico da Gama. 2ª ed. – São Paulo : Quadrante, 2005.
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“Esse povo que sempre conservou seu espírito alegre e descontraído manteve por outro lado sua capacidade de se indignar diante da fraude e a promessa vazia. O descaso dos políticos que dirigiam os destinos do Paraná, frente as legítimas reivindicações dos guaratubanos, levou o povo a tomar uma atitude extremada. Reunidos na casa de Joaquim da Silva Mafra, decidiram formar uma comissão para dar início a construção de uma estrada ligando Guaratuba a Garuva, com recursos próprios e a mão de obra da comunidade. Não tinham dinheiro nem máquinas para realizar a obra, mas nem por isso eles desanimaram. Com enxadas, pás e carrinhos de mão começaram a construir a rodovia a partir do Morro do Brejatuba. Cortando imensas árvores que ficavam no traçado da rodovia, retirando grandes montes de areia que era transportada em pequenos carinhos, alguns puxados por animais outros, menores, levados pelos próprios trabalhadores voluntários.
Enquanto os guaratubanos suavam a camisa na construção da estrada, no Palácio São Francisco em Curitiba, a luta da brava gente de Guaratuba era praticamente ignorada. O tempo passou, as dificuldades para levar adiante a obra aumentaram.
Somente em 1947, com a eleição de Moysés Lupion, as esperanças do povo voltaram. E com justificada razão. Lupion assumiu o governo do Paraná em janeiro de 1947 e no mês de abril visitou Guaratuba. O Governo do Estado assumiu a obra e no dia 24 de agosto de 1948, Moysés Lupion e uma grande comitiva chagam a Guaratuba pela rodovia que foi iniciada com o suor a garra e determinação de uma população acostumada a enfrentar dificuldades sem perder o ânimo” (1).
“Audácia não é imprudência, nem ousadia irrefletida, nem simples atrevimento.
Audácia é fortaleza, virtude cardeal, necessária para a vida da alma” (2).
Excelentíssima Senhora Evani Cordeiro Justus, Prefeita Municipal de Guaratuba; Ilustríssima Senhora Regina Torres, Secretária de Educação de Guaratuba; Membros da Família ISEPE: Ilustríssima Senhora Rosi Mariana Kaminski Diretora Pedagógica do Grupo ISEPE; Ilustríssimo Senhor Adilson Anacleto, Coordenador do Curso de Administração da Faculdade do Litoral Paranaense; Ilustríssimo Senhor Fabiano Cecílio da Silva, Coordenador Adjunto do Curso de Administração da Faculdade do Litoral Paranaense; Ilustríssima Senhora Professora Paulina Jagher Muniz, Integrante do Corpo Docente da Faculdade do Litoral Paranaense (Nome de Turma); e Ilustríssimo Senhor Paulo Butter, Paraninfo dos Formandos; Caros Formandos; Senhores Senhoras Familiares e Amigos dos Formandos.
Mais uma formatura e continuo com a idéia de que é a solenidade de colação de grau um grande ato de integração. Onde temos, em meio a uma sociedade cheia de anseios, de um lado os formandos e de outro seus familiares e amigos.
Comemoramos hoje o término de um período de estudo, de grande sacrifício, mas também de muita alegria. Período onde grandes amizades foram feitas, excelentes momentos foram vividos (muitas festas, brincadeiras...), muito conhecimento foi adquirido e também muita responsabilidade.
Em meio a tudo isso me considero um privilegiado, pois tive a oportunidade de viver muitos desses momentos quando nos encontramos em sala de aula, nos corredores da Faculdade e inclusive em vários momentos da vida cotidiana, especialmente em decorrência do exercício de alguma atividade profissional. Pude constatar o sacrifício de cada um de vocês e perceber a determinação de todos que hoje se consagra com essa cerimônia. Enfim, tive o privilégio de partilhar momentos dessa gloriosa trajetória.
E agora, em razão do desfecho dessa fase (a graduação), não posso deixar de externar meu profundo contentamento. É honra ser testemunha de uma história tão bonita e honra ainda maior por que tenho especial estima e carinho pelos autores dessa história: vocês.
Nesse momento reportando-me àquele que foi meu paraninfo de turma, o professor Genivaldo Silva e também pelo que ainda a pouco foi dito pelo professor Paulo Butter, prefiro não me ater tanto ao que foi essa história que vocês tão nobremente viveram, que já está firme na memória de cada um e que por seus méritos, certamente estará registrada na consciência de cada um durante toda a vida. Prefiro falar sobre o que ela representa hoje e qual o papel que essa história e seus autores (vocês) têm desse momento para frente.
Pois bem, é certo que por traz de toda glória verdadeira existe uma história de sacrifício. Parte dessa história vocês já escreveram. Honraram tudo o que foi comprometido para que vocês pudessem hoje adquirir o título de bacharéis em administração. Mas a história não acabou. Terminou uma fase, mas começa outra que não é tão importante quanto a já vivida. Acreditem. É muito mais importante.
É nessa próxima fase Caros Bacharéis, e aqui me coloco em ordem de batalha junto com cada um de vocês, que todas as suas competências e habilidades deverão ser colocadas a disposição daquela que hoje é cenário dessa cerimônia: a sociedade. É hora de utilizarem todos os conhecimentos em prol daqueles que se sacrificaram por vocês no período de graduação e também por aqueles que, mesmo não tendo participado diretamente dessa primeira fase da história, estão sedentos pela contribuição de cada um de vocês. Por aqueles que estão esperando a colocação de vocês no campo de batalha para construir um ambiente melhor, um ambiente de trabalho melhor, um ambiente social melhor, uma cidade melhor, um Brasil melhor.... um mundo melhor.
E para isso Caros Bacharéis as suas habilidades são essenciais, mas é preciso ainda mais. É preciso audácia, coragem, força, paciência, boa intenção no coração. É preciso enfim da sua atuação integral, como grandes homens e mulheres. Como homens e mulheres que por sua essência, condição e responsabilidade superam qualquer medo, se mostram indignados contra as más situações e agem positivamente para promover mudanças. Como fizeram aqueles que não se deteram ante as negativas dos Poderes Públicos e apesar de todas as dificuldades começaram sozinhos a empreitada da estrada que hoje é uma das principais vias de acesso à nossa cidade: a rodovia Guaratuba – Garuva.
É preciso empreender.
Para isso meus amigos e amigas, não esqueçam nunca das suas virtudes pessoais, aquelas que lhes foram legadas pelos pais, pelos familiares, pelos amigos e que dizem respeito a cada um de vocês enquanto homens e mulheres.
Independente da atividade que venham a desenvolver sejam homens e mulheres de virtudes. Sejam humildes, pois ninguém é mais que ninguém em qualquer casa, empresa, órgão público ou qualquer outro lugar. Sejam verdadeiros, pois tudo que é construído com falsidade não tem alicerce forte e tende a desmoronar com muita facilidade. Sejam autênticos e não se deixem levar por uma ou outra onda, pois a bondade que está fora das grandes ondas precisa de você para atingir um número ainda maior de pessoas - e estas merecem esse cuidado por parte de vocês. E sejam fortes, para seguir em frente, levar adiante os seus projetos e realizar os seus sonhos, seus propósitos.
No exercício da administração, seja na esfera privada ou pública, lembrem-se que serão verdadeiros organizadores, procurando sempre otimizar os resultados e direcioná-los ao cumprimento da função social da entidade à qual vocês estarão ligados. O resultado deve ser para o bem, seja qual for a atividade: da mais simples a mais complexa, não importando o poder econômico envolvido. Assim, se administradores de uma panificadora, que todos aqueles que compram o seu pão tenham um pão de qualidade. Se administradores de um hospital, que todos que dele precisem encontrem ali um lugar que os cure, que amenize seu sofrimento. Se administradores de uma escola que promovam não só uma formação cultural, mas também humana, que contribua especialmente para a formação de homens e mulheres de bem. Em fim, seja qual for a atividade sob a sua orientação, que seja boa e que o seu trabalho contribua para que essa atividade seja cada vez mais útil àqueles que dela precisem.
Também não se pode esquecer a capacidade e as habilidades administrativas de cada um de vocês, quando direcionadas aos seus subordinados. Nessas situações deve-se ter atenção especial eis que a atuação de cada um de vocês deve estar sempre impregnada de grande respeito e reconhecimento humano. Afinal não são os homens e mulheres que vocês estarão administrando, mas as ações desses homens e dessas mulheres. Vocês estarão dirigindo e orientando as ações de cada um deles no ambiente de trabalho de modo a melhorar o resultado da atividade desenvolvida pela respectiva instituição (empresa ou órgão público), mas nunca a pessoa de cada um deles. E isso porque quem administra a vida humana não somos nós. Quem dita o rumo da vida de cada pessoa não somos nós. Como administradores é preciso ter a certeza que estarão a orientear, tão somente, a ação daqueles cujos esforços contribuirão para que a organização alcance o seu objetivo. Com efeito, importa reconhecer cada homem como homem, cada mulher como mulher, e não como máquina. É preciso conhecê-los como seres humanos e não como objetos. Importa então oferecer-lhes ambiente digno para que mais do que a justa remuneração, queiram eles viver e honrar aquele trabalho pela dignidade que ele representa, pelo seu reflexo e contribuição em meio a toda a sociedade.
É preciso que vejam e sintam o trabalho humano como um elemento essencial para que homens e mulheres se sintam e tenham uma existência verdadeiramente digna.
Com isso meus caros Administradores, acreditem, o sucesso é conseqüência. Uma vida melhor é conseqüência. Um mundo melhor é conseqüência.
E vocês, certamente, serão felizes.
Assim, me despeço e finalizo esse discurso, rogando a Deus sucesso a todos vocês e esperando que a atuação de cada um de vocês seja sempre impregnada das mesmas virtudes e de ideais semelhantes aos daqueles homens e mulheres que iniciaram a construção da estrada Guaratuba – Garuva, que não só possibilitou melhores condições de vida aos guaratubanos como também possibilitou a união e interação vivenciada hoje no ambiente acadêmico da nossa Faculdade e da qual vocês são a maior prova: paranaenses e catarinenses estudando juntos e pensando juntos em uma região melhor.
Muita paz, muita luz, que sejam todos muito felizes e verdadeiramente AUDAZES.
Referências:
(1)JAMUR JUNIOR. Memória Caiçara : Histórias de Guaratuba. Curitiba – Imprensa Oficial, 2005.
(2)ESCRIVÁ DE BALAGUER, Josemaria. Sulco. Tradução de Emérico da Gama. 2ª ed. – São Paulo : Quadrante, 2005.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Religião para viver
Como se trata do início desse conjunto de relatos, fatos e histórias que virão, especialmente por integrarem minha vida, não posso deixar de falar algo sobre a religião e seu papel na minha história, formação e existência.
Em minha infância não tive uma participação ou iniciação religiosa forte. São poucas as recordações que tenho de meus pais e meus irmãos comigo em alguma missa ou culto religioso. De toda forma quando participavamos, frequentavamos as missas dominicais ou aquelas celebradas em razão de alguma festividade, mas sempre Católica.
Sobre isso lembro de minha Avó materna, a Vó Verci, que sempre demonstrou-me, e também a meus irmãos, uma grande fé. Nos ensinava a rezar e frequentemente nos levava a Igreja.
Também tenho forte recordação e influência (pelo modelo de vida religiosa) dos meus Avós Paternos. Meu Avô Antonio e minha Vó Lalinha, que sempre se mostraram firmes na participação à missa dominical, na leitura do evangelho e na prática da oração. Tenho viva a lembrança dos mesmos em cada momento desses (missa, leitura e oração). Lembro-me e tenho o prazer de ainda participar com eles das missas aos domingos, de vê-los em oração em sua casa (em especial recitando o terço na sala de estar assistindo a um programa católico na rede vida) e também, geralmente no cair da noite, em momentos de tranquila e prazerosa leitura bíblica na cadeira ao lado da cama.
Entretanto, em que pesem todos esses exemplos, não posso negar que a pessoa que teve papel decisivo para minha integração, conhecimento e aprofundamento na fé católica foi minha sogra (a Dona Lica como é conhecida e carinhosamente chamada por muitas pessoas). Ainda na época de namoro com minha esposa, recordo-me de muitas ações que demonstravam a fé firme e silenciosa dessa grande mulher. Lembro-me da forma tranquila, serena, mas decidida como saia (e continua saindo) nos horários de missas para assistir a celebração eucarística e agradecer por todos os benefícios que Deus lhe tem concedido até hoje. Até acredito que é justamente por isso que ela ainda receba tantas graças. Tamanha fé, devoção e cumprimento das rotinas cristãs só pode ser brindada com uma chuva de bençãos. Seu exemplo me apreendeu e me fez perceber mais claramente a luz que a fé representa em meu caminho. Além de tudo isso pesou o fato de ser essa grandiosa Dona Lica a mãe daquela que se tornou a minha esposa, minha companheira de vida.
Assim, guiado por essa luz, encontrei um caminho, vivi e venho vivendo. Colocando em tudo um fim sobrenatural e que dá sentido não só aos afazeres e a rotina diária, mas, especialmente, a vida como um todo.
Ainda sobre sobre esse tema não posso deixar de falar sobre o contato com o Opus Dei e a forma como tem contribuído para o crescimento meu e de minha família. Mas sobre isso, prefiro fazer transcrição do texto que redigi e enviei ao site dos amigos do Opus Dei (www.opusalegria.com.br) e que foi publicado em 03 de junho de 2006 com o título “Do limão fez uma bela limonada”. Aí vai:
Do limão fez uma bela limonada
Por Luiz Antonio Michaliszyn Filho Luiz Antonio nos conta como conheceu o Opus Dei e como o espírito da Obra o ajudou a transformar os afazeres familiares e profissionais - em que investe praticamente todo o seu tempo - no “campo perfeito para crescer na fé”.
Conheci a Obra há cerca de 3 anos* e, por conta das muitas alegrias que ela me trouxe e também visando rebater alguns comentários negativos que tenho escutado, resolvi escrever esse texto informando como conheci o Opus Dei e como essa instituição tem contribuído para o crescimento meu e de minha família. Eis o texto:
COMO O OPUS DEI CHEGOU E FICOU EM MINHA VIDA
Durante minha juventude sempre me mantive estreitamente ligado à Igreja, não só participando das Missas mas também auxiliando no trabalho de uma ou outra Pastoral. Freqüentei grupos de jovens e participei de vários retiros. Entretanto, após ter constituído família, não pude mais dispor de tanto tempo para os serviços pastorais – precisava dedicar-me mais à família (esposa e filha) e ao trabalho profissional.
Angustiado com essa situação, e certamente por força divina, recordei-me de um Padre muito alegre que conheci nos tempos em que freqüentava grupos de jovens. Uma pessoa muito especial e que me orientou na época do meu casamento. Lembro-me como se fosse ontem quando ele me disse: “você deveria conhecer o Opus Dei”. Disse isso e fez um breve comentário sobre a Obra. Com essa recordação e motivado por alguns comentários que havia escutado em meu ambiente profissional, fui procurar informações sobre o Opus Dei.
Mesmo não tendo amigos que participassem da Obra, ou livros sobre o tema, não tive qualquer dificuldade em obter informações. A internet foi decisiva. Um site de busca, assumindo o papel de anjo, fez o serviço: me mostrou a página oficial da Obra (www.opusdei.org.br). Ali efetivamente comecei a conhecer o Opus Dei. Em cada texto lido eu me sentia ainda mais entusiasmado, pois os afazeres familiares e profissionais, que me impediam de continuar participando, com a mesma intensidade, dos grupos de jovens e outras atividades pastorais da Igreja, se tornavam agora o campo perfeito para crescer na fé. Esse é o espírito da Obra, santificar-se no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão(1). Nas palavras de Carrogio era o limão se tornando uma limonada(2).
Entusiasmado, encaminhei ao site um e-mail solicitando um endereço para fazer contato pessoal e conhecer melhor a Obra. Alguns dias após, recebi todos os dados de que precisava e, ainda, uma correspondência com uma revista sobre São Josemaria Escrivá e o livrinho da Novena do Trabalho. A partir daí passei a freqüentar os recolhimentos e demais meios de formação da Obra, que foram e continuam sendo importantes instrumentos para o meu crescimento na fé, e também em minha vida familiar e profissional.
Assim a Obra de Deus chegou e ficou em minha vida.
Luiz Antonio Michaliszyn Filho
Guaratuba-PR
* Relato enviado em 03 de junho de 2006.
(1) Oração a São Josemaria.
(2) Carroggio, Marc. “O Opus Dei e o próximo filme ‘O Código Da Vinci’. O responsável pelo relacionamento do Opus Dei com os meios de comunicação internacionais mostra a sua visão sobre o filme ‘O Código Da Vinci’, que a Sony-Columbia lançará em maio, com Tom Hanks e Audrey Tautou como protagonistas”. Artigo publicado no site www.opusdei.org.br.
A Igreja Católica (especialmente pelo Opus Dei) continua contribuindo de forma decisiva para o crescimento espiritual e humano meu e também de minha família.
Um novo ano, uma nova idéia!
Caros(as) Amigos(as)!
Inicialmente, em razão desse começo de ano, quero desejar a todos um feliz e próspero 2010! Que ele seja realmente "10" para todos! Em especial que seja repleto de muita luz, paz, saúde e alegria!
Efetivamente trata-se de um tempo novo e, considerando isso, resolvi valer-me desse espaço na internet para fazer algo diferente. Um espaço de contribuição e que possa, de alguma forma, engrandecer e aquecer a vida dos que o visitarem. Incluirei aqui fotos, fatos, pensamentos, relatos de passeios, viagens, situações e pensamentos que, de alguma forma e por algum motivo, foram luz em minha vida. Situações que foram, enfim, presentes recebidos em momentos especiais mas corriqueiros de minha vida: em casa, no trabalho, com os amigos, etc - na especial e bela simplicidade da vida.
Não vou me ater a qualquer regra e deixarei que o tempo, a vontade e as boas intenções dirijam esse empreendimento que não considero meu, mas de todos que, de algum modo, contribuírão para o seu surgimento. Quero que seja vivo em constante construção e que beneficie a todos que, por qualquer motivo, tomem conhecimento do material nele inserido. Quero que seja bom!
Dedico esse trabalho e o que dele virá, de forma especial, a minha família, pessoas que tanto amo e que junto comigo viveram esse tempo de forma tão intensa, gratificante e bela. Aos meus amigos, conhecidos e tantos outros que integraram tão maravilhoso contexto como personagens ativos, construtores das situações que aqui forem registradas e que, em especial, aqueceram a minha vida.
Espero em fim, que Deus ilumine e oriente sua criação para que seja em tudo, para tudo e para todos, sal e luz! Que tempere a vida de cada um com tudo de bom que a própria vida, por sua natureza, tem a nos oferecer.
Que desfrutem!
Um cordial e fraterno abraço.
Luiz Antonio Michaliszyn Filho
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